Competição de hacker do SENAI reuniu estudantes de TI

Publicado em 09/11/2019 15:36h

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Competição de hacker do SENAI reuniu estudantes de TI

A equipe Ghost in the flag, composta por alunos da Unama, foi a campeã do I CTF do SENAI Pará, competição de hacker que testa conhecimentos de TI e raciocínio lógico envolvendo estudantes de TI (graduação e pós-graduação). No total, doze equipes participaram da disputa desde o início das seletivas. O encerramento foi neste sábado (09), na unidade do SENAI Getúlio Vargas, em Belém.

Um hacker de verdade trabalha para aumentar a segurança da informação em uma empresa. Quem faz o contrário é o cracker. No entanto, por conta da dimensão que o termo “hacker” tomou no senso comum, muita gente o vê como o “vilão” da história. Um dos objetivos da realização do evento é mudar a imagem pejorativa que as pessoas têm do hacker. “Existem o hacker e o crack: ambos têm o mesmo conhecimento, só que o hacker usa de forma positiva, está do lado bom da força, e muitas vezes é contratado empresas para descobrir essa vulnerabilidade e reportar o problema. O crack está do outro lado da força, descobre esse problema e o usa em causa própria”, esclarece Eudes Mendonça, Instrutor do SENAI e um dos organizadores do evento.
Durante a CTF são apresentados diversos desafios de cybersegurança, onde o objetivo é concluir e pegar a “FLAG” (bandeira em inglês), para poder pontuar. Esse tipo de competição faz parte da cultura hacker há algum tempo e testa as habilidades e o conhecimento de um indivíduo ou grupo.

O processo de competição lúdica por meio de “game” é muito utilizado em empresas como Google e Facebook para contratar mão de obra, portanto, o jogo entre os estudantes não deixa de ter seu papel na formação profissional dos participantes. "O evento tem como objetivo fomentar a área de segurança da informação com a prática do CTF em ambiente controlados e mais próximo da realidade nas instituições de ensino, visto que, nos últimos tempos, houve uma grande procura por este tipo de profissional”, explica o analista de segurança da informação e também membro da coordenação do evento, Cleber Soares.

O estudante de Redes de Computadores, Edvan Freitas, é um desses jovens que já pensam em possibilidades futuras a partir do CTF. “Para nós, estudantes, a participação neste evento é de grande importância, já que pode ser um diferencial na hora de conseguir uma vaga de emprego ou mesmo em processos de pós-graduação, como um mestrado e um doutorado. Espero que isso seja um primeiro passo para a criação de uma cultura de eventos como este aqui no estado”, diz o graduando, integrante da equipe campeã.

Como funciona o CTF? – No CTF um ambiente é disposto aos participantes com inúmeros testes sobre diferentes campos (intrusões, esteganografia, engenharia social, etc.) e ainda uma luta entre várias equipes com o propósito de obter o controle das máquinas do adversário. Cada desafio quebrado dá mais pontos aos participantes no placar e quem fizer mais pontos, vence.

 

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